
Fern parou ao lado do caminho. Uma lanterna brilhava calorosamente, presa bem apertada em cipós prateados junto às raízes. Ela se inclinou para olhar mais de perto, tomando cuidado para não puxar. “Como você veio parar aqui?”, pensou. Alguém devia estar sentindo falta dela.

Pip pousou esvoaçando sobre uma raiz baixa. “Olhe”, disse ele, inclinando a cabeça para uma trilha de pegadinhas no musgo. Fern as seguiu com os olhos. Elas se afastavam da lanterna presa, seguindo mais fundo pelo caminho da floresta. “Alguém passou por aqui”, disse Pip. “Vou ver para onde elas vão.”

“Eu vou soltar a lanterna”, disse Fern. Ela firmou as patas nas raízes e começou a separar os cipós prateados, uma volta cuidadosa de cada vez. Pip voou entre os troncos das árvores e olhou para baixo, seguindo as pequenas pegadas lá do alto. A lanterna continuava presa, mas Fern seguiu trabalhando enquanto Pip rastreava a trilha.

De um galho largo de carvalho, Pip seguiu as pegadas até uma clareira redonda lá embaixo. Uma toalha vermelha e creme e uma cesta de vime mostravam que alguém tinha preparado um piquenique ali. Então ele ouviu Nell chamando debaixo das árvores. “Alguém viu nossa lanterna?” Agora Pip sabia quem estava sentindo falta dela. Ele voltou na direção de Fern.

De volta ao caminho, Fern encontrou a última volta de cipó e a soltou com cuidado. Ela se desprendeu e caiu enrolada ao lado das raízes. Por fim, a lanterna descansava firme entre suas duas patas dianteiras. Fern sorriu aliviada. Agora ela podia levá-la para onde pertencia.

Pip pousou em uma raiz ao lado de Fern. “Segui as pegadas até uma clareira de piquenique”, disse ele, apontando com a asa pelo caminho. “A lanterna pertence à família de Nell.” Fern a segurou bem perto. “Então vamos devolvê-la antes do piquenique deles.”

Fern e Pip seguiram as pequenas pegadas até chegarem a um riacho cintilante. A trilha continuava na outra margem, mas a água corria entre eles e a clareira. Fern manteve a lanterna segura em suas patas. “Como vamos atravessar?”, ela perguntou. Pip examinou as pedras no riacho.

Pip voou sobre a água para enxergar melhor. Ele pairou sobre as pedras do meio e então estendeu uma asa em direção a uma fileira de pedras caídas. “Elas estão perto o bastante”, chamou ele. Fern observou o caminho indicado por ele da margem, segurando a lanterna, pronta. Ela podia seguir suas orientações, dando um passo cuidadoso de cada vez.

Fern pisou na primeira pedra, segurando a lanterna bem alto com as duas patas dianteiras. Pip voava logo à frente, olhando para trás para guiá-la. Ela passou para a pedra seguinte, depois para outra, mantendo o equilíbrio enquanto a água cintilava ao redor deles. “Você está conseguindo!”, chamou Pip. Fern deu mais um passo cuidadoso em direção à outra margem.

Fern pisou na margem distante, coberta de musgo, ainda carregando a lanterna. Pip pairou mais à frente e se virou para as árvores. “Ali!”, chamou ele. Depois da margem, a clareira do piquenique os esperava. O luar prateava as copas das árvores. “Estamos quase lá”, disse Fern, seguindo Pip.

Nell e sua família esperavam junto à toalha de piquenique. Fern estendeu a lanterna, e Nell a alcançou com entusiasmo. “Nossa lanterna!”, disse Nell, pegando-a das patas de Fern. Sua família se aproximou enquanto o brilho dela voltava à clareira. Pip pousou perto da cesta, observando o sorriso feliz de Nell.

Com a lua lá no alto, Nell colocou a lanterna no meio da toalha de piquenique. “Fiquem e compartilhem nosso piquenique”, ela disse. Fern se acomodou ao lado do brilho quentinho, e Pip se empoleirou perto das guloseimas. Nell sorriu para eles enquanto sua família se juntava ao redor. A lanterna iluminava o alegre circulozinho deles.